Integração de sistemas legados com APIs modernas: abordagens práticas

Como conectar sistemas legados (ERP, sistemas próprios, planilhas) a APIs modernas sem reescrever tudo — com padrões, trade-offs e quando usar cada abordagem.

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O problema real da integração legada

A maioria das empresas de médio porte tem um ou mais desses cenários:

  • ERP que não tem API moderna mas tem exportação de CSV ou acesso ODBC
  • Sistema interno desenvolvido há 10 anos com banco de dados acessível mas sem camada de serviço
  • Processo manual de exportar de um sistema, transformar em planilha e importar em outro

A solução raramente é reescrever o legado. Reescrever é caro, arriscado e demorado. A solução é construir pontes.

Quatro padrões de integração

1. Polling com transformação
Job agendado que lê o legado (CSV, banco, API lenta), transforma e empurra para o sistema destino. Simples, resiliente, aceitável quando latência de minutos é tolerável.

2. Webhook adapter
Quando o legado suporta notificações (e-mail, webhook básico, arquivo gerado), um adapter escuta e transforma em evento moderno. Latência baixa sem polling.

3. Database bridge
Acesso direto ao banco do legado (read-only, schema mapeado) com uma camada de API REST na frente. Funciona quando o legado não tem API mas o banco é acessível. Risco: acoplamento ao schema interno.

4. File-based integration
Muitos ERPs exportam arquivos em diretórios. Um watcher processa, valida e ingere. Clássico mas funciona bem para volumes moderados.

Como escolher

Comece pelas restrições do legado: o que ele consegue emitir ou expor? A partir daí, escolha o padrão mais simples que atende o requisito de latência e volume.

Se você tem sistemas que precisam se comunicar e não se comunicam, fale com a gente.

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